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O CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM GESTALT-TERAPIA

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"Este é um espaço onde as informações estão disponíveis para serem apreciadas e degustadas, pois fazem parte do cardápio de sua formação."

Caminho Encantador

Não é apenas onde queremos chegar...
É tudo o que queremos ver e obter do caminho.

 
Campo de trigo

Objetivos

Qualquer caminho serve, para quem não sabe onde quer ir. Já ouviu essa frase? Então... se ela faz algum sentido para você, é melhor saber com clareza onde quer ir, para que seus caminhos estejam afinados e o levem onde você precisa chegar. Não apenas em grandes e complexos projetos, mas também nas pequenas escolhas. Veja como os objetivos do curso estão estabelecidos para levar você a tornar-se na excelência de um gestalt-terapeuta.

Objetivo Geral

O Curso de Especialização Clínica em Gestalt-terapia do IGC tem como objetivo principal formar Gestalt-terapeutas, por meio de uma metodologia específica que contemple estudo aprofundado, atividades didático-vivenciais e prática clínica supervisionada.

 

Pensando em assegurar uma sólida formação, o Curso de Especialização Clínica em Gestalt-terapia, do Instituto Gestalt do Ceará, possui seus principais conteúdos distribuídos em eixos temáticos norteadores, que por sua vez conduzem ao aprofundamento de temas significativos para a gestalt-terapia.

Objetivos Específicos

Núcleos temáticos

  • Apresentar os fundamentos históricos e filosóficos que subsidiam a constituição da Gestalt-terapia como prática efetiva em Psicologia Clínica;

  • Realizar um aprofundamento nas teorias científicas que contribuíram para a consolidação do referencial teórico da Gestalt-terapia;

Fundamentos Históricos e Epistemológicos

  • Elucidar o modelo conceitual específico da Gestalt-terapia relativo à saúde e os modos de adoecimento;

  • Desenvolver a compreensão dinâmica do pensamento clínico no que se refere ao diagnóstico, processo e intervenção terapêutica;

Fundamentos Teóricos

  • Exercitar a capacidade de reflexão e elaboração entre teórica e prática profissional através de produção do Trabalho de Conclusão de Curso;

  • Propiciar o aprimoramento da prática clínica e da postura fenomenológico-existencial por meio de atendimentos psicoterápicos supervisionados, workshops didático-vivenciais.

Fundamento e Prática Clínica

  • Propiciar o aprimoramento da prática clínica e da postura fenomenológico-existencial por meio de atendimentos psicoterápicos supervisionados, workshops didático-vivenciais.

Didático-vivencial

"Quando é óbvio que os objetivos não podem ser alcançados, não ajuste as metas, ajuste as etapas da ação."

(Confúcio)

 

Os elementos de aprendizagem

O psicoterapeuta terá sempre um tripé de aprendizagem: a prática, os cursos e sua visão de mundo. A prática inclui estágios supervisionados, aulas e os workshops residenciais. Os cursos dizem respeito a todos os módulos e atividades adicionais escolhidas pelo aluno. A visão de mundo implica sua própria psicoterapia e o modo como escolhe lidar com a cultura, a sociedade, a filosofia e demais pontos de apoio para mudança.

Os elementos de aprendizagem são constituídos pelos materiais de ensino que, no caso do IGC, são as aulas didático vivenciais, os workshops residenciais, o trabalho de conclusão de curso e o estágio supervisionado.

01

Aulas didático-vivenciais

As aulas didático-vivenciais, também chamadas de módulos, possuem uma carga horária de 252 horas.

02

Workshops residenciais

Um dos elementos mais importantes do curso, os 03 workshops residenciais tem c/h de 48 horas.

03

Trabalho de conclusão

As aulas didático-vivenciais, também chamadas de módulos, possuem uma carga horária de 252 horas.

04

Estágio supervisionado

Com 80 horas (20 supervisão, 60 de atendimentos) conduz a experiência prática qualificada.

05

Atividades complementares

Destinam-se a auxiliar o aluno a diversificar sua formação, indo além da matriz curricular.

A matriz curricular

Uma matriz curricular apresenta todos os elementos de aprendizagem com a carga-horária de cada um e na ordem em que acontecem. Não existe determinação para um curso de Especialização por parte do MEC, apenas observações para o mínimo de qualidade de um curso de pós graduação. Se você não sabe muito bem a diferença entre formação, especialização e aprimoramento, veja nosso post sobre esse tema, clicando aqui.

A Matriz do Curso de Especialização Clínica em Gestalt-terapia foi elaborada de forma a 1) abordar a base filosófica da Gestalt-terapia; 2) examinar os conceitos fundamentais; 3) expor a forma com o esses conceitos ocorrem na prática clínica. Por isso, o conhecimento foi dividido em Núcleos fundamentais: Históricos e Filosóficos, Teóricos e da Prática Clínica.

A integração entre esses núcleos é o aspecto mais importante da aprendizagem, pois auxilia o aluno a apreender e integrar o conhecimento em si mesmo também.

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Ementário das disciplinas

As aulas didático-vivenciais, também chamadas de módulos, possuem uma carga horária de 252 horas.

São denominadas de vivenciais por estarem solidamente fundamentadas em um princípio da Gestalt-terapia que afirma a importância de parar de falar a respeito das coisas e experimentá-las. Quando o ser humano experiencia, ao invés de falar a respeito, consegue estar presente de maneira mais integrada: seu comportamento, sentimento e pensamento se articulam necessariamente para possibilitar uma vivência mais plena, acessando assim os diversos sentidos possíveis.

História e Desenvolvimento da Gestalt-Terapia
As Teorias de fundo da Gestalt-terapia
O Pensamento existencial e a Gestalt-terapia
Workshop Terapêutico Residencial I
Filosofia e Método Fenomenológico - Husserl e Ponty
Filosofia e Método Fenomenológico - Heidegger
Filosofia e Psicoterapia Dialógica - Gestalt e Buber
Os Conceitos Básicos da Gestalt-terapia - I
Os Conceitos Básicos da Gestalt-terapia - II
Antropologia da Neurose e Diagnóstico em Gestalt
 Modos de Adoecimento em Gestalt-terapia I
 Modos de Adoecimento em Gestalt-terapia - II
Estágio Supervisionado
Workshop Terapêutico Residencial II
Aspectos Funcionais da Clínica
História e Desenvolvimento da Gestalt-Terapia
Recursos Expressivos em Gestalt-terapia
Trabalho Corporal na Clínica Gestáltica
Trabalho com Sonhos em Gestalt-terapia
Gestalt-terapia com crianças e adolescentes
Psicoterapia com Adultos e Idosos
Psicoterapia de Grupo em Gestalt-terapia
Workshop Terapêutico Residencial III
Abordagem Gestáltica de Curta Duração
Gestalt-terapia e Sistemas Íntimos
Gestalt-terapia e Atenção à Saúde
 
 
Estágio vazio

Estágios supervisionados

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QUANDO INICIA

Os estágios acontecem no último semestre do curso, momento em que a maioria das disciplinas já foi ministrada e que os alunos já estão maduros para o contato com os pacientes.

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ONDE SÃO FEITOS OS ATENDIMENTOS

O atendimento dos pacientes pode ser realizado no consultório particular do(a) aluno(a), na instituição onde ele trabalha, ou nas dependências do IGC, através do PAS.

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COMO SÃO AS SUPERVISÕES

São realizadas em grupo de, no máximo, 07 pessoas. Os supervisores são indicados pelo IGC de acordo com sua disponibilidade horária e de agenda, de forma que haja sempre dois ou três turnos à disposição do aluno. Todo professor poderá vir a ser um supervisor, de acordo com a necessidade e adequação.

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COMO SE DÁ A COMPROVAÇÃO DE HORAS DE ATENDIMENTO
Para comprovar que efetuou 80 horas de atendimento, o psicoterapeuta deverá anexar aos documentos entregues a cópia da ficha de frequência de seus pacientes (no caso de consultório particular), com a devida proteção dos dados identificatórios; a declaração da instituição ou outro documento aceito pelo IGC.

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SUPERVISÃO COM PROFESSOR FORA DO IGC, É POSSÍVEL?
Quando o aluno desejar, poderá fazer supervisão com professor que não pertence ao quadro de professores do IGC, desde que: 1) seja psicoterapeuta com formação reconhecida em Gestalt-terapia; 2) tenha pelo menos três anos de experiência após a formação; 3) seja aceito pelo colegiado do curso de Especialização do IGC.

Os estágios clínicos em Gestalt-terapia do IGC

Por Karine Lima Verde Pessoa
Professora do IGC e Gestalt-terapeuta - CRP 11/02894.

Os cursos de graduação visam garantir a formação de profissionais generalistas, com conhecimentos, habilidades e competências que o tornem capaz de atuar nos diversos campos pertinentes a sua área disciplinar. Ao longo de sua formação, o aluno elegerá ênfases curriculares e campos de atuação procurando aproximar suas experiências de seus interesses.  Os estágios devem ocorrer em grau crescente de complexidade, de acordo com os conhecimentos e habilidades desenvolvidos nas diferentes etapas do processo de formação. Entretanto, isso ainda não configura uma especialização.

Ao deparar-se com a complexidade dos fenômenos humanos, é natural que as lacunas teóricas e metodológicas se tornem mais evidentes. Percebemos que a graduação nos garantiu o ponto de partida, mas que precisamos agora trilhar um caminho pessoal de aprofundamento e crescimento pessoal e profissional. Além disso, a especialização nos diferencia, nos permitindo ultrapassar o patamar generalista da graduação. E agora, nos dirigimos a você que elegeu a Gestalt-terapia como caminho.

Ao deparar-se com a alteridade, seja um cliente ou um aluno, o Gestalt-terapeuta concebe o homem como “ser em

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processo, transformando-se e sendo transformado nas relações que estabelece com seu mundo” (CARDELLA, 2002, p.84). Do mesmo modo, a própria Gestalt-terapia enquanto corpo teórico-técnico está em constante processo de atualização e transformação. O estudo da Gestalt-terapia, portanto, constitui um convite a um encontro transformador, envolvendo o aluno, o professor e a própria Gestalt-Terapia. 
A especialização em Gestalt-terapia pode ser cursada por profissionais de diversas áreas, que busquem compreender os fenômenos humanos a partir deste referencial teórico, metodológico e, principalmente, ético. Há, entretanto, especificidades pertinentes às áreas disciplinares que precisamos considerar, em especial no que se refere a prática clínica em Psicologia, as quais podem ser praticadas apenas por psicólogos. Considerando o exposto, as práticas clínicas de estágio supervisionado concernentes ao aluno da Especialização em Gestalt-terapia no Instituto de Gestalt do Ceará (IGC) são permitidas apenas a

psicólogos graduados ou alunos do curso de graduação em Psicologia a partir do sétimo semestre, desde que o aluno já tenha integralizado as disciplinas de Psicopatologia, Psicologia da Personalidade e Teorias e Técnicas de Psicoterapia.

Ao longo da Especialização em Gestalt-terapia no IGC, o aluno acima especificado terá oportunidade de ser supervisionado em sua prática clínica por um dos professores do curso, aliando teoria e prática a partir de situações clínicas reais. A carga horária do Estágio Supervisionado será de 80 horas de atendimento clínico e 40 horas de supervisão. O local de realização do Estágio poderá ser o consultório particular do(a) aluno(a) ou organização em que atue. Caso não haja disponibilidade desses locais, o(a) aluno(a) poderá fazer os atendimentos clínicos na sede do IGC, ou outro local por sua indicação, de acordo com os horários disponíveis nessas instituições.

Especializar-se em Gestalt-terapia significa percorrer a história e os conceitos da abordagem, mas principalmente revisitar a si mesmo, abrindo-se ao diálogo transformador. Como afirma Juliano (2010, p.37), “o caminho para chegar a si mesmo passa pelo diálogo com o outro”. E aqui não nos referimos apenas ao cliente e ao terapeuta, mas a você aluno e seu encontro com a Gestalt-terapia através do diálogo com colegas e professores. Ainda nas palavras de Juliano (2010, p.63), “a psicoterapia não pode evitar o fato de iniciar-se do interior do psicoterapeuta”.

 

Os Grupos de Estudos

O que são os Grupos de Estudos

São uma iniciativa do IGC de promover a aprendizagem de forma livre, sem que a pessoa esteja ligada ao IGC, a algum curso, seja de formação, especialização ou de aprimoramento.

O objetivo principal é promover o conhecimento em Gestalt-terapia e agregar pessoas interessadas em conhecer e aprofundar no teoria e prática da abordagem gestáltitca.

Qualquer aluno poderá participar e assim contar horas de atividade complementar.

Facilitação dos Grupos

Atualmente a facilitação dos Grupos é feita por professores do curso de Especialização, mas principalmente por alunos e ex-alunos.

O IGC entende que, o aluno, ao ingressar no curso de Especialização está em condições de aprofundar o conhecimento, receber orientação dos professores e assim fazer o exercício da docência e da condução de grupos.

Ficou interessado? Proponha o seu grupo! Iremos orienta-lo e acompanha-lo.

Coordenação

A coordenação de todos os grupos está soba responsabilidade do professor Thompson Hoger. É dele a responsabilidade de congregar os coordenadores, discutir os rumos e as dificuldades de cada um dos facilitadores, assim como procurar subsídios suficientes para a melhor condução das atividades de cada um dos grupos.

Fale com seu professor!

Grupos Programados e em Execução

Segurança e risco em psicologia

Rafael Cidrão Campos

Psi do esporte e adoecimento psíquico
Sheyla Karoline Gomes

Adolescência e crescimento pessoal
José Rianê da Silva

Psicologia institucional na visão humanista

Jairo Dias de Carvalho

 

TCC - sofrimento ou crescimento?

O Trabalho de Conclusão de Curso já foi (e continuará sendo) motivo de desespero para muita gente. Isso depende, dentre outros fatores, da habilidade de leitura, do treino na escrita, do prazer com o tema, do relacionamento com o orientador e com a instituição e também, por que não, do prazo que se tem para sua elaboração ou término.

Mas não se desespere se você não se reconhece bem no relacionamento com esses fatores. Eles podem ser aprendidos, aprimorados e ainda até mesmo motivo de orgulho e satisfação. Confira abaixo algumas dicas sobre a elaboração do TCC, afim de que você se organize melhor e possa transformar o processo em crescimento e não em sofrimento.

Estudar na Biblioteca
A melhor forma de elaborar o TCC

Como você pode ter desconfiado, a melhor forma de elaborar um TCC não existe, pois ela insinua um recurso tipo receita infalível, do qual você poderá se utilizar e assim garantir o projeto.

 

Então, a primeira dica é essa: fuja de recursos fáceis e infalíveis, pois o que fará diferença é o seu esforço e a sua dedicação.

 

Mesmo assim, seguir algumas orientações pode ser extremamente precioso, e também auxiliar para que não haja abandono, sofrimento ou sentimentos de raiva pela instituição, pelo orientador ou qualquer outro elemento que represente a exigência de ter que realizar o trabalho. 

O todo e a relação entre as partes

Vamos nos lembrar de um dos princípios mais caros à Gestalt-terapia: "o todo é diferente das somas das partes".

 

Isso significa que cada uma das suas atitudes, da mais simples à mais complexa, será importante para a construção de um projeto, nesse caso, o TCC, e que interferirá no processo, de forma às vezes imprevista e nem sempre determinante. Por isso, não adianta acusar uma escolha específica como sendo a responsável pelo sucesso ou pelo fracasso na elaboração, mesmo porque o sentido (entendido como significado e direção) que você puder dar ou construir para o seu TCC irá interferir e modificar substancialmente cada uma das atitudes e elementos em questão.

Se o sentido for de obrigação, punição, desafio intransponível, mal necessário, pedra no sapato, ou qualquer coisa nesse sentido, então o princípio tende a ser de sofrimento, mesmo que ao longo do caminho o enfrentamento traga superação e sucesso.

Alguns procedimentos úteis

A escolha do tema

Uma grande dificuldade pode ser em relação a escolha do tema, pois muita gente tem dúvida sobre isso. Para ajudar, observe o que é figura para você na existência humana: pense em um tema que lhe chamou a atenção durante a graduação, em problema que você gostaria de ver resolvido ou ajudar a resolver, em algo que lhe dá satisfação em abordar e que você gostaria de aprofundar.

Escolher o tema com muita antecedência, de preferência durante o curso, é uma forma de você ir se familiarizando com ele e estudando lentamente, ao invés de deixar para o prazo final.

De preferência, discuta com um de seus professores sobre a pertinência e sobre a abrangência, de forma que ele seja adequado para um trabalho de TCC ou artigo e não para uma dissertação de mestrado ou tese de doutorado.


É bastante importante articular os fatores pessoais - que dizem respeito a suas preferências pessoais em relação ao tema (como por exemplo interesse, experiência profissional, vontade de aprender mais e tempo disponível para a construção do seu TCC - com os fatores mais objetivos e determinados - como por exemplo se existe

alguma produção já escrita a respeito e qual a quantidade; se, no caso de pesquisa de campo, o campo está disponível, se será necessário submissão a conselho de ética e qual o tempo disponível para isso, etc.

Não adianta ter um tema super interessante e empolgante se o tempo disponível para estudo é pouco, se não haverá campo ou se as condições impedem trabalhos empíricos.

Relação com o orientador

Durante todo o seu trabalho você precisará de uma pessoa que o acompanhe e possa interferir, pedindo para você alterar, eliminar e produzir mais, em uma direção ou em outra. Por isso, é importante que você escolha um orientador que, além de reconhecida competência no tema, você admire e respeite suas orientações.

Examine seu currículo, converse com ele a respeito de qual área de estudo ele tem se

dedicado e veja se seu trabalho se encaixa em suas pesquisas e, se não, se ele tem interesse em trabalhar com você uma temática diferente. Também é possível que em conversas importantes vocês decidam juntos sobre a construção ou modificação de um tema que dará prazer aos dois em trabalhar.

Não é raro encontrar-se alunos que, após a escolha do orientador, descobriram que não

foram suficientemente orientados ou sequer o foram, tendo que muitas vezes se debater pela metodologia de forma impulsiva, solicitando opiniões aqui e ali na expectativa de um direcionamento efetivo que o leve a produção segura. É portanto, necessária uma finidade entre o orientando, o orientador, a metodologia e o tema, aspectos que o aluno poderá investigar previamente, afim de evitar surpresas ou discussões constrangedoras sobre a falta de alguma das partes.

Cronograma estruturado

Faça um cronograma simples, mas bem estruturado, com prazos de entrega de cada uma das partes do TCC ou artigo, separando sempre horários para leitura e produção escrita. Assim, você evitará a sensação de sufocamento no final do trabalho ou nos prazos previstos para entrega da produção.


Faça também uma negociação interna, levando em consideração o que você precisará abrir mão para cumprir suas tarefas e, se necessário, estenda essa negociação à família que precisará também ser compreensiva com suas necessidades e cordial com as exigências da sua presença.

As normas da instituição

É comum o aluno não ter a mínima ideia de como elaborar um TCC, dos diversos formatos e qual deles se aplica a sua necessidade. Para auxiliar, existem vários livros que abordam minuciosamente esses trabalhos, desde o clássico Severino (2018 - Metodologia do trabalho científico, Cortez Editora) até outros manuais e roteiros.
Consultar os manuais elaborados pela instituição permitirá a você saber o que está entregando e para quem está entregando, dentro das regras de quem recebe. As modificações feitas por cada instituição estarão nesse material e o orientarão sobre o que seguir e o que abandonar.

Escrever e estudar todo dia

Existem orientações para ter sucesso em uma dissertação de mestrado que estimulam o pesquisador a escrever 200 palavras diariamente. Isso parece muito, mas na verdade é aproximadamente meia lauda (meia página). Fazendo isso, em cinco dias teremos 2,5 páginas e em 10, 5 páginas.

Parece pouco, mas para a meta de 20 a 25 páginas, está excelente, não é mesmo? Então pense: escrever todo dia, 200/dia, considerando o tempo disponível e, que você certamente precisará dedicar-se à família, a diversão, ao trabalho e quaisquer outras atividades importantes para você.

Com ética e sem plágio

Diante da pressão do prazo, da necessidade de término, do desespero de não ter produzido, é muito, mas muito comum mesmo o pesquisador ou aluno ficar tentado a “copiar”, utilizar de dados já levantados, reproduzir ideias ou resultados que não são seus. É importante que você saiba que, até mesmo uma citação de forma incorreta caracteriza o plágio. Para não incorrer em erros assim, siga os cronogramas, produza de forma verdadeira, ainda que simples, para o prazo não se caracterizar como justificativa de deslizes apropriativos de pensamentos que não são seus. Acredite, você pode mais que imagina.

A organização dos arquivos

Pense que você está na fase final do seu TCC e, por um azar do destino, uma oscilação de energia faz o HD do seu computador queimar... Trágico, não é mesmo? Meses (as vezes mais de ano) de trabalho que não podem ser recuperados e que você não conseguirá reproduzir.
Para evitar essa situação, crie uma conta em algum dos serviços gratuitos que lhe permitem armazenar até um terabyte na nuvem. Dessa forma, você terá seu trabalho em qualquer máquina e a sua disposição, sem correr nenhum risco de perda devido a problemas com equipamentos.

As fontes da produção

Se você está fazendo um trabalho científico (e o TCC é científico) então use fontes científicas. Nada de páginas da internet de alguém que você gostou muito. As fontes precisam ser artigos científicos, de preferência dos últimos 03 anos. Na pior das hipóteses, quando não se encontra nada escrito sobre o tema, recorre-se a livros, justificando muito bem o motivo de tal ação. No Brasil a principal fonte é a Scielo, descritor para busca de artigos e periódicos nacionais, com a participação dos principais órgãos de fomento à ciência do Ministério da Educação.

Ouça a si mesmo

As ideias são boas, mas você não consegue passar para o papel? Nesse caso não importa muito ficar brigando com o motivo, o melhor a fazer é gravar a si mesmo descrevendo (como se você estivesse contando para alguém) o que você pensa sobre o tópico que está sendo trabalhado. Não se preocupe muito com a formatação ou formalidade, apenas grave. Depois, transcreva para o papel exatamente da forma como falou, sem preocupar-se com a arrumação do texto. Num terceiro momento, revise o que escreveu e acrescente, retire, modifique, fundamente, ou seja, faça toda a construção para que seja um texto científico. Acredite, o TCC é um trabalho científico, mas toda a ciência precisa ser montada, num passo a passo, muitas das vezes nada elegante.

Chave para o sucesso

"As chaves? Elas não existem. São construídas à medida que dificuldades portas fechadas e trancamentos nos convidam a encontrar soluções.

As soluções? Sim, funcionam como verdadeiras chaves."